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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O drama do PSDB é o mesmo.

No blog do deputado, o Bordalo13, uma entrevista com Chico Cavalcante, estrategista de marketing político, da agência Vanguarda. Ele analisa as possibilidades das eleições este ano e resume a diferença entre os modelos de desenvolvimento do governo passado e do nosso.

Um pedaço da entrevista: "O drama do PSDB é o mesmo. Eles eram permanência quando o povo queria mudança e hoje são mudança quando o povo quer continuidade".

Uma pergunta da entrevista:

Deputado Bordalo - Como o povo do Pará enxerga governo Ana Júlia? É correta a déia de "governo sem obras" ou que "cuida das pessoas"?

Chico - Ana Júlia tem uma imagem de guerreira, de lutadora, de vencedora.Essa imagem está intacta.

Quem se aproxima dela e percebe como a governadora consegue andar, caminhar, viajar por todo esse estado sustentada em uma perna que foi destroçada por uma fratura imobilizante, saberá do que estou falando. Ela tem fibra, tem coração e disposição para a disputa.

No entanto houve, durante o primeiro ano e meio de seu governo, um ataque voraz dos adversários contra ela e isso deixa marcas. É natural. Como é natural que se cobre de quem se elegeu amparado na bandeira da mudança que as mudanças estruturais ocorram radidamente. Veja Obama. Mas a realidade não é assim.

Os tucanos ficaram doze anos no poder e não fizeram nenhuma mudança estrutural; ao contrário, desmontaram a estrutura produtiva e fragilizaram a máquina pública, com consequencias sérias no campo na saúde, educação e segurança. De memória, lembro de seis obras que foram propagandeadas por eles, algumas por pura liberdade poética, como o Aeroporto de Belém, reconstruído pela Infraero e apropriada pelos amarelos locais.

Ana Júlia está sendo cobrada como se estivesse governando há décadas; poderia estar fazendo obras de fachada, mas seu governo assumiu uma tarefa grandiosa: mudar o modo como se faz política pública, dando ênfase às pessoas, fazendo apenas obras que beneficiam diretamente a população e ajudam no desenvolvimento local.

Nem todas são obras grandes, como a de aproveitamento da água da chuva por comunidades ribeirinhas, embora as grandes obras existam, como é o caso do Ação Metrópole, o projeto que dará mobilidade urbana à capital, hoje estrangulada; o Bolsa Trabalho, que remunera jovens enquanto os qualifica para o mercado de trabalho ou o Navegapará, que está levando internet gratuita e com isso educação, informação e formação aos lugares mais remotos do Pará.

E esse deve ser o foco de um governo popular: as pessoas primeiro.

E leia a íntegra da entrevista, clicando aqui.

Um comentário:

Shirley disse...

Quem lê isso, até pensa que ele tá falando de outro governo...