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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Na Fábrica Esperança, uma nova chance

  • Na Fábrica Esperança, a entrega de um infocentro: internet de graça e capacitação para quem precisa de nova chance no recomeço de vida. (fotos blog Daniel Farias)

Dia 12, próxima terça, Belém faz 394 anos. E estou desde o dia 5 numa ótima maratona pela inclusão social, entregando 26 infocentros para Belém e mais 6 áreas livres com internet de graça.

A maratona dos infocentros começou dia 6, pela Fábrica Esperança.
O trabalho desenvolvido na Fábrica Esperança tem a ver com a reconstrução da autoestima, a reinserção no mercado de trabalho e em tecer a confiança, a fé na vida e na sociedade.

Regina Barata, deputada do PT, lendo uma mensagem do colaborador Elvis de Oliveira Correa, resumiu o sentimento de quem tem contato com a Fábrica Esperança:

"Esta fábrica foi uma obra de Deus que veio ao meu encontro para me dar muita esperança e forças para seguir sempre em frente e não olhar para trás".

Então, fiz questão de começar pela Fábrica Esperança a entrega de um infocentro com 16 pontos de computador com acesso à internet, de graça. Em todo o Pará, já são mais de 70 infocentros que atenderam mais de seis mil pessoas.

O infocentro da Fábrica Esperança tem um valor especial: o de dar oportunidade àqueles que erraram, sim, mas têm o direito de recomeçar.

Então, nem preciso comentar o quanto fiquei feliz em entregar este infocentro, símbolo de mais um ramo da esperança para egressos do sistema penal.

2 comentários:

Maria Aparecida disse...

Governadora, vejo os inforcentros não como uma ferramenta que possibilita a inclusão digital, mas como inclusão social principalmente. Lembro-me que há mais de 20 anos anos eu estava no Sul do Pará com pesquisadores de uma universidade paulista colhendo informações para um estudo sobre a Guerrilha do Araguaia e eles se perguntavam qual seria o futuro das crianças do Pará (era o tempo do aluno jacaré) que não tinham nem cadeiras nas escolas enquanto que os estudantes da capital paulista já tinham acesso a computadores. Como, dali a alguns anos, os profissionais "jacaré" poderiam competir no mercado de trabalho com os que tinham acesso a tecnologia mais moderna? Hoje, nos inforcentros encontarmos pessoas de todas as faixas etárias procurando aprender a lingiuagem dos computadores e também a qualificação profissional oferecida pela rede mundial. A oportunidade que o governo do estadual está colocando à disposição dessas pessoas comparo como o aprendizado das primeiras letras pelos idosos.É como se elas começassem a decifrar uma linguagem até então era privilégio somente dos "remediados" Parabéns, Governadora!

Blog Ana Júlia disse...

Maria Aparecida,

Concordo com você: mais que inclusão digital, os mais de 70 infocentros que já entregamos em todo o Pará são passo importante de inclusão social.

Porque não é só o acesso à internet gratuita. Tem a capacitação, a chance de se inserir no mercado de trabalho, de ter oportunidade e isso a partir de uma política pública.
Volte sempre e vamos conversar, debater.
Um grande abraço,